Sedentarismo

Sedentarismo: o grande vilão da obesidade

A falta de tempo e o acúmulo de atividades diárias faz com que muitas pessoas levem uma vida de sedentarismo. A inatividade física tem sido constantemente associada ao aumento do índice de morte prematura e ao desenvolvimento de doenças como pressão alta, diabetes, problemas articulares, depressão e câncer. Uma pesquisa recente, divulgada em junho deste ano pelo Ministério do Esporte, revelou que o sedentarismo atinge quase metade da população brasileira. O estudo apontou que 45,9% dos brasileiros, ou seja, 67 milhões de pessoas, não realizam nenhuma atividade física.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Educação Física da 6ª Região (CREF6/MG) e doutor em Ciências do Desporto, Claudio Augusto Boschi, o sedentarismo é considerado, em nível de políticas públicas, uma epidemia mundial. “Os altos índices de pessoas que não praticam atividades físicas mostram que é preciso mudar a mentalidade em relação à importância dos exercícios para uma rotina mais saudável.”

O estudo do Ministério do Esporte ainda mostra que no Sudeste, com sedentarismo verificado em 54,4% da população, o índice é superior ao registrado nacionalmente. “O poder aquisitivo da região Sudeste é considerado um dos maiores do país e isso faz com que as pessoas tenham acesso a muitas tecnologias que as deixam acomodadas. Antigamente, elas caminhavam mais para chegar aos locais de trabalho e até mesmo ao comércio. Hoje em dia, o comodismo faz com que elas se locomovam apenas de carro”, afirma Boschi.

O sedentarismo é considerado pelos médicos o vilão da obesidade e em Minas Gerais a situação é alarmante. Pesquisa realizada durante a ação Praça da Cidadania, um projeto de ações voltadas ao desenvolvimento e difusão de hábitos saudáveis em comunidades, promovida pela Coca-Cola FEMSA Brasil, em Belo Horizonte, aponta que 45,3% dos entrevistados estão com sobrepeso ou obesidade. Outros 55% não praticam atividade física e 45,2% passam mais de quatro horas por dia sentados.

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